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Karlos Prado

Belo Horizonte (MG)

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Karlos Prado
Comentário · há 11 anos
Excelente texto e excelentes comentários dos meus Nobres Colegas. Eu acredito que nada no mundo pode ser tratado como "8 ou 80", por exemplo, eu creio que o crack, que é um sub-produto da cocaína, cairia em desuso, pois o produto principal seria mais acessível e mais seguro se produzido pelo Estado, como ocorreu no Reino Unido na década de 60 ou 70 se não me engano, por medo de complicações relacionadas com produtos que eram usados pra render uma porção de droga, por isso, o governo passou a fornecer cocaína pura em doses semanais fixas e continuou proibindo a venda e funcionou por muitos anos, porém, sem poder afirmar quando. Assim, não dá para aplicar as regras que podem ser aplicadas para uma regulamentação da Maconha para a Cocaína por exemplo, sob pena de ferir o preceito constitucional de tratar os iguais como iguais e os diferentes como diferentes.
Concordo também com o Dr. José Roberto Underavícius quando afirma que liberar tal questão é um atestado de incompetência, e eu concordo plenamente, mas quanto antes assumir essa incompetência, quanto antes podemos procurar alguém ou alguma coisa que possa resolver a questão com competência ao invés de ficar "dando murro em ponta de faca", e acrescento que se o estado for incompetente inclusive pra controlar, como sinto que pode facilmente ocorrer aqui no Brasil, só ai eu justifico uma intervenção firme e eficiente, mas só pq já tentamos e não deu certo. Atualmente, tentamos a abolição das drogas ilegais pela força e falhamos miseravelmente, perdendo as vidas de quem usava e de quem não usava na "Guerra contra o Tráfico". Com esse tipo de liberação, como feita ao redor do mundo recentemente em vários países, perderemos as vidas que já estavam perdidas, sal vando aquelas de quem não usa e vai continuar a não usando.
Quanto a criminalidade, ela sempre vai existir, numa força sempre desproporcional, com ou sem as drogas, e por isso, a liberação das drogas, será uma guerra a menos que travaremos no campo da criminalidade, como aconteceu com os citados CD´s e DVD´s, que apesar de proibidos, assim como as drogas, são realmente fáceis de encontrar. Nesse caso, o próprio mercado tornou desinteressante com politicas inteligentes e inovadoras, como o Netflix, que sou assinante e há anos não vejo a menor necessidade de baixar ou de comprar filmes piratas ou ainda quanto aos DVD´s, a tecnologia Bluray que tornou a pirataria desvantajosa, pois o Bluray pirata é tão caro quanto o original (e ai pra que comprar o pirata?)
Por fim, também não vejo a liberação das drogas como abordado seja a solução definitiva, porque na verdade, a unica solução definitiva, como apontado pelo Dr. José Roberto Underavícius, é a morte, mas eu acredito que seja um passo importante não a liberação, mas a regulamentação como é feito com o álcool e o tabaco. Como dito pela Dra. Gisele Leite abaixo e parafraseado por mim neste momento, se o usuário ou dependente é suicida, deixe ele se matar em paz... e acrescento, pois nem Jesus conseguiu agradar a todos ou salvar a todos.
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